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sábado, 28 de agosto de 2010

7a Aula de Máquinas Elétricas CA





Bom dia alunos, 

Na última aula explicamos de forma básica os termos, métodos e formas de bobinagem de estatores das máquinas CA. Os enrolamentos de rotores de máquinas de indução de rotor bobinado seguem as mesmas técnicas junto aos rotores de máquinas síncronas, exceto as de pólos salientes onde o bobinamento do rotor é concêntrico, com bobinas ou barras de cobre nú isoladas entre si por lâminas de mica.

Explicamos que os tipos mais comuns de enrolamentos são o meio-imbricado (imbricado com 1 lado de bobina por ranhura), imbricado (2 lados de bobina por ranhura), ondulado e em espiral. O imbricado e ondulado, por sua vez, podem ser enrolados de forma progressiva ou regressiva.

Definimos termos comuns ao enrolamento de motores:

- Passo da bobina: Distância entre um lado de bobina ao outro lado da mesma bobina(Y=n° de ranhuras / n° de pólos);
- Passo do enrolamento: Distância relativa ao mesmo lado de duas bobinas consecutivas, símbolo y; 

- Passo traseiro: Mesma definição do passo do enrolamento, só que leva em conta o número de lados de bobina por ranhura (y1=n° de lados de bobina / n° de pólos);
- Passo dianteiro: Distância entre o lado final da bobina anterior e o lado inicial da bobina posterior, lados que conectam duas bobinas (se progressivo y1-y2=2, se regressivo y2-y1=2); 
- Passo Polar: Distância entre dois eixos de pólos consecutivos

Obs: Quando o passo da bobina é igual ao passo polar, temos enrolamento de passo total ou pleno e a força eletromotriz induzida nesse tipo de enrolamento é maxima; Se os passos da bobina e polar forem desiguais, o enrolamento é dito de passo fracionário. 

Explicamos de forma simplificada um esquema de bobinagem de motor de indução capaz de operar a várias tensões e concluímos com o enrolamento de um motor Dahlander, capaz de operar a várias velocidades, dependendo do esquema de ligação efetuado nos bornes da caixa de ligação do motor.

As figuras do esquema de bobinagem estão na apresentação de slides (disponível na postagem Máquinas CA: Download de slides e arquivos de apoio...)

Terminamos a Unidade 2!
Até a próxima aula!

Att.
Emannuel J. Fernandes

terça-feira, 24 de agosto de 2010

6a Aula de Máquinas Elétricas CA

Olá Alunos,

Na aula passada introduzimos construção, tecnologia e princípios de operação dos motores de indução. Nesta aula concluímos a mesma abordagem para motores e geradores síncronos.

Conforme vimos máquinas síncronas tem como característica principal o fato de que o rotor gira em sincronia (na mesma velocidade) que o campo magnético girante.

Nos geradores síncronos, temos os três componentes básicos das máquinas CA: campo ou indutor, armadura ou induzido e giro mecânico do eixo.

Vimos que os estatores das máquinas são similares, geralmente enrolamentos trifásicos ligados em estrela, pois têm tensão de fase reduzida, poupando isolação e podendo-se aumentar a bitola dos condutores e a potência da máquina para um dado tamanho de estator. Além do mais, as harmônicas de 3a ordem se cancelam na ligação em estrela.

Vimos o esquema dos dois tipos de geradores dc para a excitação do gerador síncrono: (i) o com anéis, escovas e retificador mecânico (comutador) e (ii) o sem anéis e sem escovas, chamado de brushless.

com escovas e anéis



sem escovas e anéis

Vimos que o rotor dos geradores síncronos de turbinas hidrelétricas é de pólos salientes, geralmente de grande dimensões, pois as turbinas giram a baixas velocidades, e seu movimento de giro é igual a velocidade síncrona do campo girante da máquina, como essa velocidade é baixa, devemos ter uma grande quantidade de pólos para gerar energia na frequência da rede de 60Hz, observe que ↓Ns = f / ↑p.

Vimos que o rotor dos geradores síncronos de turbinas termelétricas é de pólos lisos, de pequeno diâmetro, pois as turbinas giram a elevadas velocidades (melhor eficiência), e seu movimento de giro é igual a velocidade síncrona do campo girante da máquina, como essa velocidade é alta, apresentam pequena quantidade de pares de pólos, observe que Ns = f / p.
Para compensar o pequeno diâmetro e conseguir induzir grandes tensões (lei de faraday) no estator, temos que o rotor deve ser bastanet comprido para garantir variação de fluxo suficiente para geração em alta tensão.


Falamos sobre os controles primários dos geradores: (i) controle de velocidade através do controle de válvulas e (ii) controle de tensão através do controle da excitação dc da máquina.




Finalizamos comentando que quanto maior a potência do gerador, maior sua eficiência, mas em contrapartida temos que melhorar substancialmente a refrigeração dos enrolamentos da máquina.

Sobre motores síncronos, explicamos que não compensa fabricá-los para potência pequenas, geralmente são usados para potências acima de 200 hp. Têm grande eficiência e pode operar a fator de potência unitário, não reduzindo o fator de potência da instalação. Pode até ser usado como corretor de fator de potência, utilizando-o em vazio e super-excitado no campo.

Geralmente não parte sozinho e deve ser levado até próximo a velocidade síncrona para que o torque de "pull-in" trave os pólos do campo do rotor ao campo do estator e ambos girem em sincronismo.

Ao adicionar carga ao motor, temos que um ângulo entre os pólos do rotor e estator se forma, que se passar de um limite, a máquina perde o sincronismo devido ao danoso torque de "pull-out".

Finalizamos vendo numa animação como deve-se sincronizar o gerador síncrono com a rede elétrica para que o mesmo possa gerar em paralelo com a rede. Quatro condições devem ser satisfeitas entre gerador-rede: (i) Mesma valor de tensão, (ii) mesma freqüência, (iii) mesma seqüencia de fases e (iv) mesmo ângulo de fase. Observe abaixo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Módulo didático de máquinas - Fairchild Semiconductors



Fairchild Semiconductor, uma das mais antigas e conhecidas empresas do "Vale do Silício", disponibiliza em seu site o software gratuito SPM (Smart Power Module). Para fazer o download, é necessário fazer antes o registro no site (gratuito). É necessário ter instalado o Flash Player. Se você não consegui fazer o programa funcionar no Internet Explorer, tente usar o Mozilla Firefox, Google Chrome ou o Netscape.

O SPM é bastante ilustrativo e dá uma boa idéia de que como funciona o campo girante trifásico. Basta percorrer os slides e selecionar as opções "step by step" ou "auto". Além do campo magnético girante criado em forma gráfica, vídeo da aula passada, esse módulo descreve como o campo se forma de forma vetorial. 



Download:

http://www.4shared.com/file/X1OUztpX/spm.html

Att. 
Emannuel J. Fernandes

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

5a Aula de Máquinas Elétricas CA


Olá Alunos,

Nesta aula introduzimos características de ambos as máquinas, síncronas e assíncronas, e através de um vídeo mostramos como ocorre a interação entro o campo magnético girante do estator e o campo magnético criado ou induzido no rotor (vídeo abaixo).


Em seguida nos concentramos em falar sobre características de construção e operação do motor de indução trifásico. Falamos sobre as partes constituintes do motor, seus dois tipos de rotor (gaiola de esquilo e rotor bobinado) e sua operação como gerador de indução que tem sua principal aplicação nos geradores de usinas eólio-elétricas.

No rotor em gaiola de esquilo, mostramos que sua gaiola pode ser feita de alumínio injetado (para baixas potências) ou de barras de cobre nú soldadas a anéis de curto circuito em suas extremidades (altas potências).

No rotor bobinado ressaltamos que as resistências que podem ser acopladas em série com os enrolamentos do rotor servem para suavizar a partida do motor ou podem funcionam como um controle rudimentar de velocidade para um dado valor de carga do motor.

Falamos dos tipos de estatores, os de pólos salientes e bobinas concêntricas e os de pólos lisos e bobinas distribuídas. Ambos tem aplicações, mas o mais comum é o segundo tipo sendo comum nos MIT's das indústrias.

Novamente sobre os estatores mostrmaos como podemos diminuir a velocidade síncrona da máquina. Basta aumentarmos a quantidade de pólos do estator, tal construção  reduz a velocidade síncrona da máquina e tem sua aplicação também na geração eólica, onde o rotor gira a baixas velocidades e para que o mesmo opere como gerador temos que reduzir a velocidade síncrona abaixo desse valor.

Finalizamos falando do escorregamento dos MIT, que o rotor gira sempre a velocidades diferentes da síncrona (acima como gerador ou abaixo como motor), e que os mesmos não podem girar a velocidade síncrona, pois se assim o fizessem não existiria variação de fluxo, nem tensões e correntes induzidas no rotor, nem a formação de seu campo magnético e conseqüentemente não haveria força de giro (torque).

Iremos discursar na próxima aula dos geradores e motores síncronos.
Até lá turma!
Saudações,

Emannuel J. Fernandes



terça-feira, 17 de agosto de 2010

4a Aula de Máquinas Elétricas CA


Prezados alunos,

Nesta aula explicamos com maiores detalhes a atividade que deverá ser desenvolvida como 1a nota - Trabalhando com a máquina linear. Estabelecemos um prazo de duas semanas para desenvolvimento do trabalho e envio ao professor por e-mail (até 30/08/10 para o e-mail: emannuel.fernandesARROBAgmail.com).

Continuamos a aula com a apresentação de dois vídeos, abaixo.




Um deles descreve a construção de um motor de indução trifásico desde a colocação dos enrolamentos nas ranhuras do estator, as aletas isolantes entre bobinas, também entre bobinas e carcaça, detalha a soldagem dos enrolamentos em estrela, mostra o banho do estator em verniz isolante e sua posterior secagem na estufa. Apresenta uma das formas de balancear o rotor para evitar ruído e desgaste prematuro da máquina, mostra o eixo e seu encaixe nos rolamentos seguindo pela colocação do ventilador traseiro e posterior fechamento das tampas do motor.

O outro vídeo foi utilizado para percebermos de forma visual como ocorre a formação do campo magnético girante no estator da máquina. Ao ligar o motor na rede elétrica, as correntes que percorrem os enrolamentos do estator, defasadas no tempo em 120°, produzem campos magnéticos em bobinas que também estão defasadas mecanicamente devido ao seu enrolamento ao redor do estator. Os picos de corrente em sequência no tempo criam picos de campo magnético em sequência no tempo defasados mecanicamente no estator. A medida que as senóides das correntes prosseguem em seus ciclos o campo magnético seguem em movimento de giro, invertendo a polaridade do campo quando as correntes atingem seus semiciclos negativos. O vídeo ilustra esse campo magnético girante.

Continuamos a aula falando do alternador mais simples: apenas uma espira girando na presença de um campo magnético. A tensão induzida nessa espira tem o comportamento senoidal. Mostramos que essa tensão induzida pode ser coletada para alimentar cargas com o uso de anéis deslizantes e escovas de carbono ligadas as duas extremidades da espira.

Falamos brevemente dos dois tipos de geradores em sua forma de construção:

a) Indutor fixo (estator) e induzido móvel (armadura no rotor) --> para geradores de pequena potência devido as dificuldades de isolamento de bobinas (de alta corrente e tensão) em meio a forças mecânicas de giro.

b) Indutor móvel (rotor) e induzido fixo (armadura no estator) --> para geradores de maior potência, pois bobinas fixas são melhores de isolar e garantir o isolamento por mais tempo.

Até a próxima aula.
Obs: Quarta-feira agora, dia 18 de agosto, terá aula!!!

Emannuel J. Fernandes

terça-feira, 10 de agosto de 2010

1a AP1: Trabalhando com a máquina linear

Alunos,

Como perdemos uma aula das previstas devido ao feriado do dia do estudante, resolvi passar a AP1 em forma de trabalho.

O trabalho consiste na resolução da questão abaixo seguida de explicações sobre o comportamento da máquina em seus regimes em vazio, em carga e como gerador.

QUESTÃO: A máquina linear da figura abaixo tem uma bateria de 120V, uma resistência interna de 0,3 Ohms, um comprimento de barra de 10 metros e um campo magnético de intensidade X Teslas para dentro do plano. (massa da barra de 1kg)


Os valores de campo serão diferentes para cada aluno, na seguinte distribuição:

Alexandre - 0,10T
Draulio - 0,11T
Erick - 0,12T
Fabiano - 0,13T
Henrique - 0,14T
Iana - 0,15T
Lucio - 0,16T
Mielle - 0,17T
Natalia - 0,18T
Demais alunos: 0,19T e 0,20T

a) Qual a corrente máxima de partida da máquina em vazio? Qual a sua velocidade final em vazio?

b) Se sobre a barra se aplica uma força para esquerda de 30N, partindo do repouso, qual será a nova velocidade final sob ação dessa carga? A máquina funciona como motor ou gerador? Qual a potência da máquina (desenvolvida pela barra)?

c) Se sobre a barra se aplica uma força para direita de 30N, partindo do repouso, qual será a nova velocidade final sob ação dessa carga? A máquina funciona como motor ou gerador? Qual a potência da máquina (desenvolvida pela barra)?

d) Com auxílio dos programas desenvolvidos em MATLAB pelo professor, confira os seus resultados calculados com os gráficos gerados pelo programa (os resultados devem conferir). Que relação você observa entre os valores da velocidade da máquina em vazio, em carga e como gerador? Que relação você observa entre os valores da tensão induzida da máquina em vazio, em carga e como gerador? Explique o comportamento da corrente do motor e do gerador. Onde existe inversão de polaridade? Explique.


OBS1: Os programas foram feitos com as expressões deduzidas em sala de aula através da transformada de Laplace. 




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Link para os programas matlab, abaixo.


http://www.4shared.com/file/K9-n5boz/maq_linear.html

Temos 3 programas, um para operação em vazio, outro como motor e o terceiro como gerador.

Quaisquer dúvidas postem nos comentários, abaixo.
Bibliografia: Livro de Máquinas do Chapman, capítulo 1.

Abraços,
Emannuel J. Fernandes

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

3a Aula de Máquinas Elétricas CA

Nessa aula, discorremos sobre a força de lorentz e suas derivações em termos da Força induzida em um condutor percorrido por corrente no campo magnético e tensão induzida em um condutor que se move num campo magnético. A regra de flemming foi mostrada e é útil na determinação da direção da força induzida e da polaridade da tensão induzida (mnemônico FBI, onde F é a direção do polegar, B é indicado pelo indicador e I representa a corrente). Na ação motora a regra de fleming é dada com a mão esquerda e na ação geradora com a mão direita. Veja figura abaixo.






Aplicamos essas definições para demonstrar o funcionamento da máquina linear em três condições: (i) a vazio, (ii) em carga e (iii) como gerador.


Observe a construção da máquina linear, abaixo.



1) Funcionamento em vazio


A máquina inicia o funcionamento com alta corrente (i = Vbateria/R), logo alta força induzida  (Find = iLB) e portanto aceleração inicial alta (a = Find/m).
A medida que o movimento ocorre, a velocidade aumenta, a tensão induzida aumenta (e = vLB), a corrente diminui (i = Vbateria - e), consequentemente, a força (Find = ↓iLB) e aceleração diminuem (a = ↓Find/m). Portanto a velocidade aumenta a taxas cada vez menores até a  tensão induzida se igualar a tensão da fonte. Dessa maneira a corrente, a força e a aceleração se anulam. A máquina então se mantém a velocidade constante.


As curvas abaixo representam o comportamento da máquina em vazio.




2) Funcionamento em carga (Motor)


Aplicando-se uma força contrária ao movimento da máquina, estando ela inicialmente em vazio, a barra tende a diminuir a velocidade (desacelerar), a tensão induzida tende a cair (e = ↓vLB), a corrente tende a crescer (i = [Vbateria - ↓e]/R) e a força induzida aumenta (Find = ↑iLB) tendendo a se igualar a força contrária. Dessa maneira, a desaceleração vai diminuindo até zerar ( a = [Find - ↑Fcont]/m), pois a força induzida tende a se igualar a força contrária. A máquina alcança uma nova velocidade, menor que a velocidade em vazio.


As curvas abaixo representam o comportamento da máquina em carga.




3) Funcionamento como gerador


Aplicando-se uma força na máquina a favor do movimento, estando a máquina inicialmente em vazio, a barra tende a aumentar a velocidade (acelerar), a tensão induzida tende a superar a da bateria (e = ↑vLB) e a corrente inverte o sentido e tende a crescer (i = [e - Vbateria]/R). Tal corrente gera uma força induzida oposta ao movimento que crescerá (Find = ↑-iLB) até se igualar a força aplicada. Dessa maneira, a aceleração vai diminuindo até zerar ( a = [Faplic - ↑Find]/m), pois a força induzida tende a se igualar a força aplicada. A máquina alcança uma nova velocidade, maior que a velocidade em vazio.

As curvas abaixo representam o comportamento da máquina como gerador.




4) Conclusão


Percebemos a tendência de a velocidade da máquina diminuir de velocidade, ser desacelerada, quando operando como motor e necessitar ser acelerada, aumentar a velocidade, para que opere como gerador. Esse princípio é comum a todas as máquinas elétricas rotativas CA.


Por exemplo, no gerador síncrono, quando se varia a carga que ele alimenta, ele não consegue operar na velocidade síncrona nesse momento de transição (sua velocidade aumenta ou diminui temporariamente), mas logo após isso a geração de potência aumenta ou diminui e os controles da máquina restauram a mesma de volta à velocidade síncrona.


Por exemplo, no máquina de indução, quando se varia o carga na ponta do eixo do rotor, ele opera normalmente em velocidades inferiores a velocidade síncrona (motor), como também opera normalmente a velocidades acima da síncrona (gerador). Diferentemente da máquina síncrona, a máquina de indução não alcança o sincronismo. 


Até a próxima aula. Peço que leiam com cuidado esse tópico e os slides referentes a aula de hoje para facilitar os trabalhos da próxima aula.


Abraços,
Emannuel J. Fernandes

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

2a Aula de Máquinas Elétricas CA


Nessa aula revisitamos alguns conceitos da mecânica aplicada ao movimento rotacional e contamos a história dos principais fundadores do eletromagnetismo.

Como nas máquinas elétricas temos que as partes girantes da máquina não realizam movimento translacional, logo podemos reduzir o espaço de movimento da máquina apenas ao movimento rotacional. Esse tipo de movimento é semelhante ao linear pois só apresenta dois sentidos:

a) Anti-horário - positivo
b) Horário - negativo

Com essa consideração o movimento rotacional pode ser definido em grandezas análogas ao movimento linear, que são:

a) posição θ (radianos)
b) velocidade angular ω=dθ/dt (radianos/segundo)
c) aceleração angular α=dω/dt (radianos/segundo²)



Dessa maneira, definimos o torque que causa aceleração rotacional de forma semelhante a força no movimento linear, mas divergindo um pouco, pois é o produto da força no sentido tangencial multiplicado pelo raio.

Explicamos que o trabalho num movimento rotacional também é como no linear. No linear o trabalho é o produto da força pelo deslocamento linear, e no rotacional é o produto do torque pelo deslocamento angular.

P = dW / dt = d(θ/dt = dθ/dt =  .  (J/s = N.m.rad/s )

Essa é a formula de potência na ponta do eixo do motor. Se quisermos usar nessa fórmula a velocidade angular em rmp, valor mais comum na prática, temos a fórmula:

Pm = 2  /60



Em seguida contamos um pouco da história do eletromagnetismo. Quem foram os precursores, quais seus experimentos e a quais conclusões chegaram.

A descoberta inicial foi atribuída a Oersted. Seu experimento consistiu em um circuito resistivo próximo a uma bússola, ao ligar o circuito e com a circulação de uma corrente elétrica próximo à bússola, percebeu-se que a mesma defletia sua agulha. Oersted demonstrou então que corrente elétrica produz campo magnético. Veja o vídeo abaixo.


 Logo após, com a tendência natural de as pesquisas se intensificarem nessa área promissora que unia dois campos distintos da física (magnetismo e eletricidade), Ampere quantificou o experimento de Oersted e baseado em sua lei temos a famosa regra da mão direita que define o sentido do campo magnético ao redor de um fio conduzindo corrente. Veja um video relacionado a lei de Ampere abaixo. Através da regra da mão direita par definir o sentido do campo magnético, podemos perceber que correntes de mesmo sentido geram campos que se atraem, pois entre os condutores temos campos que se subtraem, e que correntes de sentido oposto geram campos que se repelem, pois entre os condutores temos campos que se somam.





Em seguida, como as pesquisas chegaram a conclusão que corrente gera campo magnético ao seu redor, seria natural que os cientistas buscassem a recíproca dessa declaração, ou seja, campo magnético seria capaz de produzir eletricidade? (assista o vídeo abaixo sobre os experimentos de Faraday e Lenz)



Conforme foi visto no vídeo, pode-se criar uma tensão induzida baseado na condição de que exista um fio condutor, um campo magnético e um movimento relativo entre eles. Sem movimento relativo não temos tensão induzida. Essa tensão induzida, em circuitos fechados, provoca a circulação de uma corrente induzida. Essa descoberta foi fundamental para o desenvolvimento dos geradores de energia elétrica

Por fim, após diversos experimentos tentando relacionar a eletricidade e o magnetismo, um cientista chamado Lorentz relacionou o eletromagnetismo à mecânica. Postulou que um condutor ou fio atravessado por corrente elétrica na presença de um campo magnético sofre a ação de uma força induzida pelo campo magnético, chamada de força induzida. Essa força induzida é a responsável pelo torque ou conjugado nas máquinas rotativas. Essa descoberta foi fundamental para o desenvolvimento dos motores elétricos.

Observe o experimento sobre a força de Lorentz abaixo.



Com a aula de hoje pudemos rever as bases da mecânica rotacional e as descobertas pioneiras principais que levaram ao desenvolvimento das máquinas elétricas que proporcionaram o grande "boom" de desenvolvimento tecnológico que veio posteriormente com a revolução industrial até os dias atuais. Os geradores, motores e transformadores são atores fundamentais pois puderam proporcionar a geração transmissão e distribuição de energia a grandes distâncias e fomentar o desenvolvimento das nações.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

1a Aula de Máquinas Elétricas CA



Olá pessoal, boa noite.

Hoje tivemos a primeira aula de máquinas CA. 

Vimos uma introdução à conversão eletromecânica de energia onde o eletromagnetismo é o intermediário entre a mecânica e a elétrica no processo de transformação da energia. Dessa maneira o eletromagnetismo tem as variáveis que interrelacionam esses campos de estudo, proporcionando a base de todo o progresso de geração elétrica em grandes escalas e a ampla gama de máquinas para os mais variados tipos de aplicação industrial e doméstica.

Falamos sobre as bases do magnetismo, onde a descoberta do ímã a partir da magnetita e do campo magnético terrestre gerou a primeira aplicação prática naútica, a bússola.

Mostramos as grandezas que compõe o campo magnético, cujas linhas partem do pólo norte e chegam no pólo sul, que foram:
 1) Fluxo magnético φ (conjunto de 10^8 linhas de campo, dado em Wb)
 2) Densidade de fluxo magnético B (quantidade de Webers por metro quadrado) 
 3) Intensidade de campo magnético H aplicada a um material (dada em Amperes-espiras por metro) 

Percebemos que os materiais respondem de formas diferentes à aplicação do campo H. Alguns materiais são mais permeáveis à passagem do fluxo magnético e outros menos (Ferromagnéticos, Paramagnéticos e Diamagnéticos).

Explanamos sobre a curva de BxH para vários materiais magnéticos, onde após um dado valor de intensidade de campo H o material satura e não permite o aprisionamento de mais linhas de fluxo, ou seja, a densidade B torna-se constante. Após continuarmos a aumentar H o material passa a se comportar como o ar livre, dispersando as linhas de fluxo.

Por fim, tratamos da excitação de materiais magnéticos através de uma estrutura denominada enrolamento em anel de Gramme, onde traçamos a curva de histerese do material colocado no núcleo do anel após excitá-lo. Ao remover a excitação, logo em seguida, percebemos uma densidade de fluxo remanente (ou remanescente) e precisamos inverter a intensidade de campo H para desalinhar os domínios magnéticos e voltar o material a sua condição inicial de densidade nula, a intensidade de campo necessária é chamada de campo coercivo ou coercitivo. A densidade de fluxo remanente ou residual é característica fundamental dos ímãs artificiais, quanto maior a densidade de fluxo residual, melhor será o ímã produzido e por mais tempo manterá o campo magnético.

Finalizamos dizendo que as perdas por histerese são proporcionais à área do laço de histerese do material quando submetido a uma excitação senoidal. Quanto menor a área do laço menos perdas de energia por histerese o material apresenta.

Até a próxima aula turma!

Emannuel J. Fernandes 

Máquinas CA: Download de slides e arquivos de apoio...


Neste "post" iremos colocar os links das apresentações de slides e de materiais de apoio.

Abaixo segue a apresentação de slides da unidade 1 - resumo de conversão eletromecânica de energia (a apresentação foi atualizada!).
http://www.4shared.com/document/l6ELd6KB/conversao_eletromecanica.html

Abaixo segue a apresentação de slides da unidade 2 - Tecnologia e construção de máquinas ca.
http://www.4shared.com/document/sUVcfkgC/tecnologia_e_construcao_maquin.html

A seguir a apresentação sobre bobinagem de máquinas CA, complementado a unidade 2.
http://www.4shared.com/document/7OvduLUp/enrolamento_e_bobinagem.html

A seguir a norma NEMA/ANSI sobre motores e geradores de 2004, MG-1.
http://www.4shared.com/document/Wgj5fxDR/ANSI-NEMA_MG_1-2003_Revision_1.html

A seguir a NBR 7094, Máquinas elétricas girantes - Motores de Indução - Especificação.
http://www.4shared.com/document/8ZZLGofI/NBR_07094_-_2003_-_Motores_de_.html


Até o próximo link.
Emannuel J. Fernandes
 
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